quinta-feira, 14 de julho de 2011

Soneto do Amigo


Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.

É bom sentá-lo novamente ao lado
Com olhos que contêm o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.

Um bicho igual a mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano.

O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica...

Vinícius de Moraes

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe o seu comentario e volte sempre que quiser ! A sua opinião é livre mas não aceito insultos às minhas postagens e fotos, e se eu escrever errado ou pegar informações com direitos autorais aviise de forma respeitável.
Obrigada !

Em cada sorriso...

Postagens populares