sábado, 21 de julho de 2012

O AMOR QUE SONHEI



Pelas madrugadas silenciosas sigo caminhando 
Na rua onde moram a melancolia e a desilusão
Querendo encontrar-te estou quase chorando
Envolvido pela amargura que nos rouba a razão.

Escravo da saudade que não tem mais fim
Vejo em uma estrela teu olhar encantador
Pensando em você esqueço-me de mim
Tu és a mais bela rosa do meu triste jardim.

A lua majestosa parece estar me seguindo
Dizendo-me que ela sabe como é a solidão
Pois mesmo brilhando sob o céu tão lindo
Leva o mar distante dentro do seu coração.

A noite vai passando e nem posso perceber
Que a lua foi embora para deixar o sol raiar
Caminhando pela praia em novo amanhecer
Tendo fé e esperança de poder te encontrar.

De volta para casa me acompanha a solidão
Pensando na saudade que é cruel demais
Aliando-se ao ciúme para roubar minha paz
E que nesse instante em outros braços estais.

Vivendo de esperança vou seguindo assim
Porque sei que o amor merece um bom final
Mesmo que não germine no teu belo jardim
Um dia encontrarei quem mereça amor igual.

Sem guardar ressentimentos quero confessar
Que muito lamento toda essa triste realidade
Sabendo que contra o destino não posso lutar
E nunca esquecerei meu sonho de felicidade.

Na plenitude da experiência e sensibilidade
Agradeço-lhe os raros momentos de alegria
Ainda que sejas uma mensageira da saudade
Fostes a inspiração que me fez amar a poesia.


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