quarta-feira, 18 de julho de 2012

O desvio da palavra




A palavra se desvia do caminho Desde que nasce na alma Até o momento que é pronunciada Faz percursos inexplicáveis e em vão A palavra que é dita Depara-se com labirintos Antes de tocar na boca Não seria mais fácil estar a alma Mais próxima dos lábios que a pronuncia? Não perdia o seu encanto e a pureza Num percurso construído pelo homem dentro de nós Não é livre Perde a sua luz nos muros Que pela frente se deparam Bate e rebate em paredes Pintadas pela futilidade E sombreadas pela escuridão Palavra perdida e solta Que ao ser dita Destrói e danifica Palavra que se perde Na banalidade dos gestos No desvio de um olhar Palavra que esquece a alma e o coração Que não encontra o seu sentido Que desconhece o seu reflexo No outro e em si A palavra desejada não se dispõe Do tempo e da vontade De fluir da alma Para o ouvido do outro A alma, com as suas verdades Pinta-a com leveza e sentido Para ser dita na mesma essência Mas a covardia e ignorância de quem a tem Impende-a de sair em todo seu esplendor Demasiado tempo perdido Com paredes de zinco Quando se tem como alicerce A alma e o coração Há que aproximar da alma Os lábios sedentos da palavra Daquela que constrói e glorifica Da que com a sua pureza… encanta 
Mariza Gonçalves

2 comentários:

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