sábado, 21 de julho de 2012

O que quero te dizer, mas omito.


Não busco a felicidade nas coisas, nem a tristeza das coisas. Não busco o aroma das flores, nem o sentido da vida. Busco o vaco, a dor e a incerteza, por isto não sou compreendido. Me chamam de louco varrido, mas é na dor que me transformo, que produzo com consciência, que me sinto confortável, neste mundo cheio de ilusões doces.

Não busco certeza em nada, fico confortável com as perguntas sem respostas, pois para que responder tantas perguntas se nós mesmos não temos a verdadeira certeza. Me sinto confortável, nesse mundo de ilusões doces.

Não busco a simetria das coisas, gosto da imperfeição, o plural da vida, seja em noite de luar com estrelas, ou em noites frias em pleno verão. Me sinto confortável, nesse mundo de ilusões doces.

Não peço a compreensão dos filósofos ou intelectuais, deixem-me com minhas dores, deixe-me em minha cruzada, onde me acostumei com meu fardo e já não paro mais para descansar.

Não busco a felicidades das coisas, é verdade. Apenas busco me encontrar, saber a que lugar pertenço, mesmo sem ter respostas que façam sentido, mesmo sem fazer sentido as íris dos outros, mas não machuco ninguém por isto. 

Por favor, não queiram me compreender, apenas deixe-me viver com todas as feridas que o mundo me presenteou com tudo o que quero te dizer, mas omito.

Me sinto confortável, nesse mundo de ilusões doces.

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